quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ultraje à verdade

Olho, penso, reflito,
minhas lágrimas tocam o chão.
As crianças brincam na rua,
de ciranda, de roda, de pedra, de violão.

Quem dera... quem dera fossem essas as brincadeiras!
Hoje vejo crianças tristes, sorrisos tristes,
brincando de vender drogas, de ver outros morrendo ao chão.
Dos jovens entusiasmados, ensinando estas coisas: "tu sim...é o bom!"

Vejo a tristeza, das luzes fracas e frias da cidade.
De um cidadão num sonho, um ultraje
de que a vida não seja isso não!

Olho pro céu, e penso em instantes,
que sonhos constantes,
me dizem que NÃO!

Não... não é só maldade que hoje existe
nem tudo no mundo ainda é triste
e mesmo que poucas,
crianças ainda brincam de pé no chão.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Anos à mais

Uma canção, um poema, como quizer chamar .
Talvez à noite, talvez ao dia, por onde quizer começar.
Só peço que me ajudes a compreender um novo mundo,
pois me ponho a pensar se um só número poderia tanto mudar.

Compreendas, pois, do que falo realmente.

Fiz treze anos esta noite,
e meus membros estão tremendo.
Não sei o que sentir,
Quando digo "apenas mais um"
será falta de viver?
Será simpels divagação?
Será que realmente não posso perder-me nas palavras,
com frases bonitas e incessantes pra tentar esquecer dos sentimentos?

Não sei... é, não sei!
Perco-me nas horas,
quando paro pra pensar...
e escrevo instintamente,
o meu medo de contar.
E paro,
me perco,
e volto à escrever...
frases soltas e sem sentido,
se é que podes compreender.

Vou ficando por aqui,
pra olhar por um mundo tão distante.
Não que resolva cruzar os braços e esperar sentado, calado...
Mais a tristeza me corrói, a fome me mata,
E talvez esta morte, de que falsamente me faço, me faça também poder ajudar.